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sábado, 13 de abril de 2013

JOHN LENNON CRUCIFICADO


O sr. Marcos Feliciano é de uma estreiteza de pensamento, comum para um repetidor de formulas de captação financeira em nome de uma doutrina. Ocupa um cargo público em que diz representar um grupo, sendo que sua função é representar o coletivo. Um ignorante, respaldado pela ignorância. 
O que falou sobre John Lennon é tipico da ignorância sensacionalista que banaliza fatos para gerar justificativa de discurso. John Lennon peitou o que talvez tenha sido o mais reacionário governo norte-americano da história: a Era Nixon, que promoveu que promoveu guerras e intervenções militares na América Latina, inclusive no Brasil, com uma ditadura de 21 anos. 
John e Yoko se casaram em março de 1969, passando a lua de mel em Amsterdam, onde se hospedaram num hotel com o quarto aberto para a imprensa. Usando dinheiro do próprio bolso, John Lennon espalhou por várias capitais do mundo, cartazes com a frase "WAR IS OVER'', como forma de protestar e arregimentar os jovens a se manifestar contra a guerra do Vietnã. Foi perseguido pela CIA e FBI, tendo seu visto cassado até sua saída dos EUA. Trouxe em canções e palavras uma mensagem de paz e de um mundo melhor, sem discriminar pessoas por quaisquer motivos. Tem imagem associada às coisas boas que realizou, muito mais do que a uma colocação equivocada e mal interpretada que fez quando jovem.
Feliciano representa o pensamento tacanho da elite que o sustenta, muito mais do que aos pobres que o elegeram. Crê num Deus vingativo que permite a um psicopata executar um ídolo, pai feliz e amável, que vivia recluso a meia década. Quanto ódio em ratificar um assassinato e ainda dizer que "queria estar lá pra ver e dizer que um tiro foi pelo pai, outro pelo filho, outro pelo espírito santo". Os outros dois tiros, ele não creditou pois desconhece o que é verdade diante do que precisa contar. Que seu Deus tenha piedade de você, Sr. Feliciano.

MARCOS FELICIANO FALA SOBRE A MORTE DE JOHN LENNON EM CULTO



THE BALLAD OF JOHN AND YOKO


"Christ you know it ain't easy, you know how hard it can be / The way things are going they're going to crucify me"

("Cristo você sabe que não é fácil, você sabe como pode ser difícil / Do jeito que as coisas estão indo, vão é me crucificar").

domingo, 3 de março de 2013

Em "Drácula de Bran Stocker" Coppola trás o amor e a maldição do sangue


No ano de 1992, o genial cineasta Francis Ford Coppola apresentou ao mundo, sua proposta para um dos maiores ícones da literatura fantástica, personagem capaz de arrepiar qualquer pessoa em qualquer situação: o conde Drácula. Trabalhando diretamente sob a obra literária gótica do romancista irlandês Bram Stoker, publicada em 1897, e usando a principal linha da narrativa do romance, que é o diário do personagem Jonathan Harker, Copolla criou uma das mais incríveis adaptações do clássico. Com toda concepção baseada na arte em quadrinhos de Jim Steranko (que desenhou Indiana Jones, de Steven Spielberg), e ao contrário do que aparenta inúmeras cenas e técnicas cinematográficas do filme foram baseadas em produções anteriores sobre o príncipe das trevas e os recursos antigos usados nestas. A cena em que Drácula sobe de seu caixão pela primeira vez, por exemplo, é uma referência ao clássico Nosferatu (1922), de F.W. Murnau. Outros filmes como A Bela e a Fera (1946) de Jean Cocteau, na cena em que o protagonista transforma as lágrimas de Mirna em diamante, ou o caixão de cristal de Lucy, que aparece em inúmeras versões da Branca de Neve, são alguns exemplos. Coppola priorizou ou uso destes recursos a fim de que o trabalho fosse centrado na direção das cenas e não nos efeitos especiais computadorizados. O uso de sombras que independem dos personagens, inundações de sangue nos ambientes, a diversificação visual do próprio Drácula, oferecem como resultado um verdadeiro espetáculo estético. A escolha de Gary Oldman para o papel de Drácula levou a incorporação do personagem em níveis de genialidade, com tão incrível personificação. O elenco de apoio com Winona Ryder (Mirna), Keanu Reeves (Hacker) e Antony Hopkins (Van Helsing) dá aos devidos personagens suas caras e sustendo ideal.


Gary Oldman: um Drácula no limite da genialidade

O maior mérito do filme diz respeito a sua construção equilibrada de inúmeros elementos como o amor romântico (Drácula busca a eternidade do amor em Mirna), o terror como faceta humana e sobrenatural, o erotismo em uma linha tênue entre o sentimento/vida e a perversão/morte, além da reflexão sobre a religião (cristianismo) e o cientificismo do século XIX (refletidos no filme, por exemplo, na invenção do telégrafo e da cinematografia) amparado na figura de Van Helsing. O discurso deste personagem assume teor irônico ao fazer uma crítica a postura do cristianismo em relação a sexualidade humana, potencial transmissora dos males do sangue. Em determinada passagem do filme, a situação se exemplifica com a chegada um telégrafo que diz “Amiga próxima da morte... doença do sangue desconhecida da ciência... estou desesperado... Jack Seward”. O médico que trata de Lucy, amiga de Mirna, que foi mordida por Drácula, pede ajuda á Van Helsing, que ministra uma aula magna de ciência para acadêmicos e cientistas. O discurso que ele faz, após manusear um morcego em uma gaiola, apresenta um dos dilemas centrais que o filme levanta:

“O morcego-vampiro dos panpas, pode consumir 10 vezes seu peso em sangue diariamente, ou suas células sanguíneas morrem. O sangue e as doenças, tais como a sífilis nos interessam (...) o próprio nome “doenças venéreas”, as doenças de Vênus... imputa a elas origens divinas. Envolvem problemas sexuais que dizem respeito às éticas e ideais da civilização cristã. De fato, a civilização e a “sifilização’ avançaram juntas.”

Cabe aí a observação de dois pontos. O primeiro diz respeito ao filme, quando o representante da ciência, Van Helsing, precisará se municiar dos elementos da fé cristã (cruz, palavras em latim, água benta) para vencer o príncipe das trevas. Sua luta contra os males do sangue sai da esfera científica e passa a depender da fé, como elemento central. O que denota que a ciência por si somente não é capaz de resolver as coisas. Fatores metafísicos e científicos caminham então, lado a lado. Á segunda refere-se ao tempo em que foi lançado o filme, a década de 90. A maldição do sangue era a AIDS, doença ainda sem cura que, no período, levava milhares pessoas a morte e aterrorizava tantas outras, forçando uma verdadeira e custosa transformação nos hábitos sexuais da humanidade. A “sifilização” proposta pela fala de Van Helsing tinha um objetivo muito além da trama do filme, falando diretamente para a sociedade contemporânea. Considerando-se o entendimento de que o peso das decisões é o diferencial que tem seu preço, afinal, como mostra a história, foi o conde Vlad quem amaldiçoou Deus pela perda da amada, durante a Idade Média, deixando de lutar pela cruz, para ser seu inimigo. A redenção de Drácula evidencia uma valorização do amor como transcendental e transformador. Quando conduz a trama sob o fio do romance, Coppola propõe uma reflexão profunda sobre o amor e o livre arbítrio, retomando a própria originalidade romântica e idealista em que a obra foi escrita por Bram Stoker. Vale lembrar que o romancista pesquisou profundamente o folclore e a mitologia que envolvia vampiros na Europa, para compor seu antológico trabalho que, ao seu modo, reflete as questões da sociedade. Por fim, toda obra literária, assim como as obras cinematográficas, tem o poder de diagnosticar questões de sua época e, como Mary Shelley com seu Frankenstein, Stoker via com horror a crença absoluta no poder da ciência (ou a "cientificização") em seu tempo.  Certas obras, transpassam os limites da temporalidade.

Bram Stoker: catalizando o horror cientificista do seu tempo

Livro de Herman Rarebell: indispensável aos fãs e amantes do rock'n'roll

Há muito tempo não lia um livro que me absorvesse tão integralmente. “SCORPIONS: Minha história em uma das maiores bandas de todos os tempos”, do ex-baterista do grupo, Herman ‘Ze German’ Rarebell, é uma deliciosa leitura. Como o próprio autor afirma, ele tem o intuito apenas de divertir e descontrair. No entanto, o que pode ser um ponto extremamente positivo para alguns, pode ser decepcionante para outros: a autobiografia de Herman –  com a co-autoria de Michael Krikorian – não é, de forma alguma, do ponto de vista da narrativa, uma biografia convencional.

Ao entrar no história, é como se o baterista estivesse sentado à sua frente, contando histórias conforme vêm à memória; não há, portanto, uma linearidade cronológica muito exata, com datas e sequências de acontecimentos como se espera de um texto do gênero biográfico. O autor conversa com o leitor, estabelece uma relação de proximidade e faz com que nos sintamos dentro das histórias que ele conta com uma boa dose de humor e sarcasmo.

O livro começa dentro do contexto do mundo bipolarizado pela guerra fria, quando a banda visitou o Leningrado (atual São Petesburgo) e atravessou a “cortina de ferro” que envolvia os países da ex-URSS. Sobre isso, Herman fala sobre sua impressão ao chegar no território desconhecido, o receio de que uma banda da Alemanha Ocidental não fosse bem aceita pelos russos. “A música não era um elemento divisor, mas unificador. Eles podiam trancar as pessoas, mas não podiam trancar as ondas do rádio.”, afirma Herman, em uma das passagens do capítulo, além de contar o episódio em que eles foram recebidos por Mikhail Gorbachev e as impressões que ele teve do ex presidente da então União Soviética.

Já no segundo capítulo ele faz uma retrospectiva de sua história como baterista, relata sua vida e como começou a se interessar por bateria: o apoio que teve dos pais, os caminhos que o levou a Inglaterra e, por fim, como acabou conhecendo Michael Schenker e entrando no Scorpions. É a partir desse ponto que a leitura se torna ainda mais divertida e deslancha. Os capítulos, em sua maioria, seguem com títulos alusivos aos álbuns dos quais ele participou, as turnês que se seguiram e histórias que envolviam outros artistas, como no caso em que o Bom Jovi queria ser a estrela máxima do Moscow Music Festival. O ex batera ainda faz indiretas (mais que diretas!) ao ex-baixista da banda, Francis Buchholz, deixando a imaginação livre, porém direcionada, para o leitor pensar o que quiser sobre a controversa saída deste.

Durante toda a narrativa, Herman provoca com ironias o leitor ávido por cenas picantes, aventuras com groupies e todo aquele clichê de uma biografia rock’n’roll, porque esse realmente não é o foco do livro. Ele prossegue contando histórias, relembrando fatos passados, quebrando a linearidade, retornando ao assunto corrente, até que ele chega ao fim de sua jornada com o Scorpions, expondo seus pontos de vista, suas insatisfações e decepções, deixando claro que nada disso afetou seu carinho e respeito pelos seus ex-companheiros de banda, os quais ele considera como irmãos.  

Em resumo, essa é uma leitura descontraída e indispensável a todos os fãs da lendária banda alemã, mas também recomendadíssima àqueles interessados em viajar e se deliciar dentro do mundo do rock’n’roll.


Por Roberta Forster

Publicado originalmente em 18/11/2012 no http://www.scorpionsbrazil.net/br/noticias.php?subaction=showfull&id=1348003512

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

HQ publicada nos anos 90 foi inspirada em música do The Doors


No ano de 1999, o primeiro número da minisérie The Sandman Presents: Love Street foi lançado nos EUA. Inspirada em uma música de mesmo nome, gravada pela banda The Doors, como a segunda faixa álbum Waiting for the Sun (1967), o autor Peter Hogan buscou em sua adolescência a ambientação ideal para imaginar como teria sido conviver nos anos de rebeldia, com uma lenda das HQ’s: John Constantine, um manipulador de forças sobrenaturais entre o céu e o inferno, criado pelos geniais Alan Moore, Steve Bissette e Totleben John, do selo Vertigo, braço da DC Comics. Usando como fundo a atmosfera da paz e amor, que adornava a mentalidade dos jovens que propunham uma transformação do mundo nos idos anos 60, sob a influência da Era de Aquário, tendo os hippies como mestres de cerimônias e mediadores dos conhecimentos ocultos, Hogan procura não somente usar Constantine como uma peça do seu  “alter ego” em uma história sobrenatural, mas posicionar-se criticamente sobre sua geração. Em texto publicado originalmente na seção On the Ledge da revista (que na edição brasileira de 2002, apareceu na contracapa do volume um), escreveu:

“Em 1968, eu era muito parecido com a versão adolescente de John Constantine (...) Como ele eu fingia ser alguns anos mais velho, para poder trabalhar na imprensa clandestina e fumar maconha nos quartos de Notting Hill, com meus amigos hippies de vinte e tantos anos – o equivalente a fugir de casa  para se juntar a um circo.Eu vi bandas importantes de graça no Hyde Park, aprendi a andar descalço em qualquer lugar (...), e fiz várias coisas idiotas. Felizmente, o mundo era mais inocente na época (...) E é claro, a diversão não durou. “Eu odiei o que os hippies se tornaram,” Constantine comenta em Love Street, e eu concordo – o começo dos anos setenta foi realmente perigoso, o clichê hippie que as pessoas lembram. Mas eu adorava como eles começaram, e de uma certa forma, eu ainda gosto. Questionaram e arriscaram, criaram livros estranhos, trazendo muito barulho e cor para o mundo; entrar no jogo gargalhando sem medo de passar por idiota enquanto buscavam a sabedoria. Resumindo, eram todos os bons motivos para ser adolescente (...)“Por outro lado, como a maioria dos adolescentes eram um pouco bagunceiros. Verdade seja dita, havia várias boas atitudes sociais e conceitos filosóficos (além das roupas) que agora admitimos que foram testados pela primeira vez na época, e não há como negar que era um processo interessante, mas também era altamente tapado e carecia de qualquer tipo de senso discriminatório. Eu odeio falar mal dos mortos, mas Timothy Leary era um idiota perigoso – embora na época, ele geralmente gozava de do mesmo respeito que Buda. E não deixe ninguém lhe enganar dizendo que os anos sessenta eram anos dourados. Eles foram, na realidade muito sombrios, um tempo cinzento, onde todos aqueles grandes discos e programas de TV que as pessoas lembram vieram bem lentamente, na verdade em doses pequenas, e brilharam como diamantes em meio a tanta lama. Você pode ir comprar o melhor agora – apenas agradeça por não precisar escutar o resto, ou tenha que lidar com aquele mundo”.

A história se passa em dois momentos: no presente (1999), quando uma amiga sua e de John Constantine encontra-se em estado terminal em um hospital. Com o desenrolar dos fatos, a ação volta para o ano de 1968, quando um grupo de amigos que vive do ideário hippie concentra-se em uma festa promovida por um guru espiritual. Acidentalmente, após manusear e repetir algumas frases de um livro mágico, um deles liberta uma entidade que toma o corpo de uma jovem (a mesma que no futuro está morrendo). A reunião dos amigos no presente, que estavam no evento passado, é a única alternativa de libertar a alma da amiga para descansar em paz. A confluência com os Perpétuos (personagens do universo Sandman) acontece neste momento, pois por alguma razão, Lorde Morpheus, o mestre dos sonhos está desaparecido à quase 50 anos (que numa conta rápida equivaleria ao período da das duas grandes guerras mundiais e explosão da sociedade de consumo), e seus companheiros do além estão em busca de alguma forma de trazê-lo de volta.  Ao recorrer ao encontro de amigos para rememorar o passado e, juntos lutarem pela liberdade da alma de outro amiga Peter Hogan recorre não somente a nostalgia pela memória das vivências, mas ao que verdadeiramente reconhece como aquilo que ficou de todas as experiências. E não obstante, a música, como neste caso, é o veículo de viagem no tempo, criação e reconstrução de sentimentos:

“Love Street não é apenas sobre 1968. É ambientado também em 1999, e é como as histórias acabam. Sobre amizades que voltam a brilhar após décadas de separação, sobre ser honesto com você mesmo e mãos ideais de sua juventude conforme você cresce. Será que eu ainda acredito que o amor é tudo que eu preciso? Resposta não. Mas eu acredito que é tudo que realmente importa.”

Referência: Sandman Apresenta "Hellblazer - Love Street", de Peter Hogan, Michael Zulli e Vince Locke. Editora Brain Store. 2002.

sábado, 22 de dezembro de 2012

1996: HQ “Preacher” apresenta personagem inspirado na morte de Kurt Cobain


Nos anos 90, inúmeros quadrinhos tomaram o mercado, com fôlego diferenciado. Trazendo principalmente por parte dos autores, novas formas de olhar e estética que saiam do arquétipo do herói (comum e responsável por anos a fio pelo sucesso e retorno), o momento apresentava uma profunda observação dos personagens enquanto indivíduos, providos não somente de virtudes (típico ideal apolíneo, que norteia a mente dos criadores, sobretudo dos Super-heróis tradicionais), mas de entendimento de que os seres são compostos também da violência, amoralidade e falta de ética. Assim, sem perder os efeitos da humanidade em sua plenitude boa e má, nomes como Garth Ennis, despontaram para o mundo. Juntamente com o desenhista Steve Dillon, Ennis criou a antológica série de quadrinhos chamada Preacher, publicada pelo selo Vertigo da DC Comics. Com uma história que envolve um pastor possuído por forças sobrenaturais, sua ex-namorada e um excêntrico vampiro irlandês que fogem da polícia, de assassinos seriais, de organizações secretas e de um pistoleiro que ressurgiu do século XIX, é absolutamente impossível esperar pelo convencional. No entanto, algo interessante durante a publicação da série foi à criação de pequenos eventos paralelos dentro da trama, sobretudo os que envolviam personagens que surgiram durante o processo. Um deles, relacionado diretamente com uma ocasião da época: a morte de Kurt Cobain, líder do Nirvana.

Publicado originalmente nos EUA em dezembro de 1996 (e no Brasil somente em 1999), um ano e meio após a morte de Cobain, com o insinuante título “The Story of you-know-who” (A história de você-sabe-quem), a edição especial de Preacher trazia a tona a origem de um personagem anti-herói que se chamava “Cara de Cu”, incidente em algumas passagens da série. O vilipendioso nome se dava por conta de um rosto absolutamente deformado cuja aparência remetia a titulação do anti-herói. Este é o jovem Root, apelidado também como “Fodinha”, que se masturba frequentemente e vive com a mãe alcoólatra e dependente de remédios, e o pai, um xerife violento, racista e também alcoólatra, que o espanca frequentemente por ele não ser “normal” como os colegas que jogam futebol e vão estudar em colégios de renome. Na escola, sofre bullying, principalmente por parte dos fortões que são reprimidos por seu pai, ao serem pegos usando coisas ilícitas pela cidade, além de ser tratado como idiota pelas garotas e pelos professores. Sobrou-lhe Pube, seu melhor e tosco amigo, com quem divide o consumo de drogas e é responsável por ter lhe apresentado o Nirvana. Com a notícia da morte de Kurt e após tomar uma surra dos fortões da escola, Pube convence Root a roubar o rifle do pai mais uma vez (já havia feito antes apenas para acabar com o cachorro do vizinho), a fim de que pudessem dar cabo das próprias vidas. Pube se suicida colocando a arma na boca e Root, diante da situação se vê obrigado a fazê-lo também. Sem sucesso, pois colocou a arma o queixo e não na boca, o resultado foi uma deformação total em seu rosto, conferindo-lhe uma aparência bizarra. Nestas condições, sua participação na saga criada por Garth Ennis estava mais do que garantida. Acredita-se que para a criação do personagem, o autor tenha se inspirado na famosa história de dois jovens norte-americanos que combinaram suicidar-se após ouvir a música “Better by you, better by me”, do Judas Priest, nos anos 80. O caso gerou grande repercussão exatamente pelo fato de um dos jovens ter sobrevivido e ficado deformado ao não conseguir seu objetivo. As famílias processaram a banda liderada por Rob Halford, que acabou inocentada ao final. Sinistro!

Para saber mais:

O caso Judas Priest:

Preacher:

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

INDICAÇÃO DO ÁLBUM "APPLY WITHIN" - HOT FICTION

O Hot Fiction, que já apareceu por aqui (link http://sonoropanegirico.blogspot.com.br/2010/08/indicacao-de-album-dark-room-hot.html ), acaba de colocar à disposição no site do JAMENDO, o álbum Apply Within. Mantendo o formato de "banda em dupla", com Andy Yaeoh (bateria e vocal) e Simon Miller (guitarra), a sonoridade conserva os principais elementos do disco anterior (Dark Roon), com uma cara absolutamente setentista (ou de "setenteira", como preferem alguns), evidenciada em canções como Body Barely Touching Mine e as baladas No Soul e Gotta Go. Coloque no MP3, pegue a estrada e deixe a brisa te levar.

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